Uma biblioteca digital de filmes e conteúdo educativo, dentro da ACRICA, para as nossas crianças. Sem internet aberta, sem anúncio, sem custo.
“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades
para a sua produção ou a sua construção.” — Paulo Freire
Hoje, quando um educador quer passar um vídeo numa atividade, ele depende do YouTube: procura na hora, espera carregar, e ao lado do vídeo aparecem anúncios e recomendações que ninguém escolheu.
A proposta é simples: montar uma biblioteca própria da ACRICA, guardada num computador da sede. Os educadores escolhem o que entra. As crianças assistem pelo navegador, nos computadores que já existem no laboratório, nos tablets, na TV da sala ou no projetor.
É como ter um canal de TV e uma videoteca da própria casa — só que com a programação definida por quem conhece as crianças.
A ACRICA já tem laboratório de informática, notebooks, tablets, TV, projetor e internet de fibra. Tudo o que é preciso já está lá. O que falta é organizar — e isso é trabalho, não dinheiro.
A ACRICA responde por 158 crianças em situação de vulnerabilidade, perante o CMDCA, o CMAS e o Conselho Tutelar. Qualquer coisa que entre na rotina delas precisa ser segura por desenho — não por vigilância.
A biblioteca fica num computador da própria ACRICA. A criança não navega, não pesquisa, não recebe sugestão. Ela abre e vê o que os educadores colocaram lá.
Cada turma tem acesso apenas ao seu acervo. A separação é feita no sistema, não por confiança — mesmo digitando o endereço direto, a criança não alcança o conteúdo de outra faixa.
Para assistir a um filme não é preciso saber o nome de ninguém. As contas são por turma, não por criança. Menos dado guardado, menos risco.
O computador não fica acessível pela internet. Ninguém de fora alcança a biblioteca, nem por engano, nem de propósito.
Este é um ponto que quero deixar explícito, porque protege a ACRICA e me protege como responsável digital: nada entra sem procedência.
Existe muito material de altíssima qualidade que é gratuito e legalmente livre para uso — inclusive em instituições. Não é conteúdo “de segunda”: são animações premiadas, acervos do Ministério da Educação e material de domínio público.
| Fonte | O que traz |
|---|---|
| Blender Foundation | Animações em qualidade de cinema, várias sem diálogo — servem a qualquer idade |
| Portal Domínio Público (MEC) | Livros, vídeos e música, incluindo literatura infantil |
| TV Escola (MEC) | Programação educativa pública |
| Internet Archive | Filmes e desenhos em domínio público |
| Khan Academy | Matemática e ciências, em português |
| Acervo da própria ACRICA | Registros de atividades, apresentações, eventos |
Cada item entra com a origem e a licença anotadas numa planilha. Leva 30 segundos por item. Se algum dia alguém perguntar de onde veio determinado vídeo, a resposta está documentada.
A TV ACRICA tem duas partes. Uma é a videoteca. A outra é uma ferramenta de acompanhamento que hoje não existe na ACRICA.
Filmes, documentários, registros de teatro e música. O educador abre, escolhe e projeta. Serve para atividade coletiva, dia de chuva, encerramento de projeto.
Vídeos, livros e exercícios organizados por assunto. O educador monta uma atividade, atribui para a turma e vê quem fez e quem teve dificuldade.
A segunda parte conversa diretamente com o reforço pedagógico e com as oficinas de informática. É a diferença entre “passar um vídeo” e acompanhar o aprendizado.
| Onde | Como acessa |
|---|---|
| Laboratório de informática | Abre o navegador — já vem como página inicial. Nada a instalar |
| Notebooks | Igual: navegador |
| Projetor | Notebook ligado no projetor, pelo navegador |
| Tablets | Um aplicativo, instalado uma vez |
| TV da sala | Depende da TV — resolvemos junto na instalação |
A ACRICA não paga nada, hoje nem depois. Nenhum equipamento novo é necessário. Nenhum educador precisa saber de tecnologia. E nada disso interfere no site novo, que segue no seu próprio caminho.
Projeto de voluntariado que só funciona enquanto o voluntário está por perto não serve a ninguém. Por isso, faz parte da entrega:
O site novo está aguardando a sua aprovação do visual desde 3 de julho, e é isso que destrava o lançamento. A TV ACRICA não tem pressa e não deve passar na frente. Estou apresentando agora porque a ideia surgiu agora — mas se a sua resposta for “depois do site”, é a resposta certa.
É uma decisão de direção, não técnica. Se fizer sentido para o projeto pedagógico da ACRICA, seguimos. Se não fizer, paramos aqui sem custo nenhum.
Precisamos de um educador — não alguém de tecnologia — para decidir o que entra na biblioteca. Quem conhece as crianças escolhe melhor do que quem conhece o computador. É a única parte que exige tempo de alguém da ACRICA: cerca de 1 hora por mês, depois de montado.
Precisamos confirmar como as turmas são divididas hoje. Nos nossos registros aparecem três versões diferentes: um documento diz 2 a 17 anos, outro diz 4 a 17, e o cadastro do Estado separa em 6-12 e 13-17.
Como a biblioteca é organizada por idade, precisamos da divisão que vocês usam de fato. Essa mesma pergunta está em aberto desde o e-mail de 3 de julho — e ela também afeta o texto do site novo.
| Etapa | O quê | Quem |
|---|---|---|
| 1 | Montar uma demonstração pequena e mostrar para vocês funcionando | Sagaz Lab |
| 2 | Organizar por faixa etária e criar os acessos das turmas | Sagaz Lab |
| 3 | Montar a trilha de aprendizagem com o educador | Educador + Sagaz Lab |
| 4 | Ampliar o acervo | Educador |
| 5 | Treinar duas pessoas e entregar a documentação | Sagaz Lab |
A etapa 1 leva uma tarde. Podemos fazer e mostrar antes de qualquer compromisso — assim vocês decidem vendo, não imaginando.
Uma biblioteca digital segura para as crianças da ACRICA, montada com o que a casa já tem, sem custo, sem equipamento novo e sem depender da internet.